Vícios: como se livrar deles?

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Neste artigo decidi trazer um assunto sério e que pode acabar com a nossa vida em um tempo rápido: os vícios. Nós, da geração Millennium, nascidos entre 1981 e 1995, temos várias características em comum, embora dentro desse espectro existam pessoas de várias culturas diferentes. Há muitas diferenças, mas também existem algumas coisas que nos unem, que são os vícios parecidos. 

 

Quem já tentou escapar de um vício, sabe que quando ele entra na rotina é difícil sair depois.

 

Os vícios são prejudiciais para nossas vidas

O vício é um hábito nocivo que faz mal para a saúde, para os nossos relacionamentos e, definitivamente, para tudo o que somos e fazemos na vida.Quando o vício está perpetrado, a pessoa parece ser totalmente escrava dos desejos. É como se ela não tivesse vontade própria. Como se domínio próprio não existisse e tudo o que você a pessoa fizesse girasse em torno de satisfazer.

 

Esse vício pode ser de cigarro, drogas, medicamento, álcool, pornografia, masturbação, fofoca, automutilação, redes sociais, compras on-line, jogos e muito mais. Atualmente, principalmente esses produtos industrializados e altamente processados, há uma série de substâncias que deixam a gente viciado no sabor, no cheiro ou no efeito que aquilo causa no cérebro.

 

Se você tem algum vício, se já lutou contra isso ou tem algum parente que sofre com a situação, sabe do que eu estou falando. É triste, é dolorido e muitas vezes a gente não sabe como escapar desse ciclo, não é mesmo? Você tem um gatilho, depois tem uma ação, uma recompensa em seguida, daí você quer de novo, de novo, de novo e de novo. É uma desgraça para a vida.

 

Os gatilhos e a busca por recompensas

Na época eu morava na Inglaterra, e ainda não se falava muito sobre vício em redes sociais, meu livro Confissões de uma Viciada na Internet, que foi um dos primeiros que abordou o tema, eu falo bastante sobre os gatilhos e as formas de recompensa. E lá não tem só o meu depoimento, mas de diversas pessoas que eu entrevistei ao longo da escrita.

 

Os vícios mais comuns para essas novas gerações, desde os Millenials até a Alpha, estão relacionados com o uso das redes sociais, do celular, das comidas processadas, de sexo e de compras on-line. Mas, então, como é que a gente vence um vício? Bom, vamos entender primeiro, como é que o vício funciona.

 

Muitas vezes, os vícios entram em sua vida não porque você foi buscar, mas por um contexto e, geralmente, por uma roda social que você frequenta. Ele aparece primeiro de uma curiosidade, daquele desejo de experimentar algo diferente ou novo, que gera satisfação imediata e que parece inofensivo. Aí você vai lá e faz aquela ação, seja ela qual for. Faz uma vez. Aí foi bom, então o seu cérebro gravou aquele ato como algo prazeroso. Aí você faz uma segunda vez. Depois uma terceira, uma quarta, de novo e de novo. 

 

Em algum momento você até pensa em parar, mas de repente está naquele mesmo contexto que gerou o gatilho, ou seja, com os amigos, seja sozinho em casa, numa deprê ou numa solidão. É a mesma sensação de novo e, por isso, você busca alívio no vício. 

 

O cérebro de uma pessoa viciada recebe a recompensa da dopamina – um neurotransmissor responsável por levar informações do cérebro para as várias partes do corpo, conhecido como hormônio da felicidade –, além de mais uma série de hormônios de bem-estar, Assim, você gosta daquilo, da sensação que teve e, por esse motivo, a sua mente grava uma impressão positiva a partir dessas ações. 

 

Aprenda a se livrar dos vícios

Os vícios são ciclos sem fim que deixam os viciados num looping eterno de gatilhos, busca por alívio e ganho de recompensa. Há diversas maneiras de se livrar dos vícios, mas eu vou compartilhar com vocês a ordem que eu considero ser hierárquica e mais eficiente.

 

1. Admita que você possui vícios

O primeiro passo é admitir que você tem um vício e que precisa se livrar dele. Pode parecer simples, mas essa parte é uma das mais difíceis, porque as pessoas sempre acham que têm o controle da situação e que podem parar a qualquer momento. Falamos isso com orgulho, como se realmente fosse possível acabar com tudo da noite para o dia, mas na verdade vivemos aprisionados.

 

Para mim, era o vício justamente no celular e nas redes sociais. Eu ficava dizendo o tempo todo: “imagina, eu viciada, tá louca é? Eu trabalho com isso. Eu sou jornalista e preciso estar sempre on-line.” Eu colocava a desculpa no meu trabalho, porque era mais fácil fazer isso do que lidar com a vergonha de ter de admitir que eu estava com problema. Só quando eu entendi o nível da situação, fui capaz de admitir e buscar ajuda.

 

2. Procure ajuda profissional

Uma vez que você tem consciência e assume para você mesmo que tem um vício, a próxima etapa é buscar ajuda médica terapêutica, seja de psicólogo, psicanalista ou psiquiatra. Cada casa é diferente e algumas pessoas, inclusive, precisam de apoio de medicamentos para melhorar, porque, dependendo do nível que você está, vai precisar sim de intervenção médica. Fazer isso é dizer para você mesmo que está no caminho de retorno.

 

3. Faça parte de um grupo de apoio

Outro ponto fundamental é ter um grupo de apoio para conversar, ouvir testemunhos e a experiência de outras pessoas que passam por vícios parecidos com os seus. A maioria desses grupos são anônimos para que cada participante fique à vontade para expor o que pensa, os dilemas e buscar uma maneira de solucioná-los.

 

4. Controle a ansiedade

Cuide da sua ansiedade. O simples fato de você estar evitando esse vício e de estar tentando largar dele, vai fazer com que a sua ansiedade aumente. A abstinência mexe com nossa mente e prega peças, pois está o tempo inteiro em busca de prazer. Procure formas de reduzir a ansiedade, pode ser tomando chás, conversando com pessoas, fazendo uma caminhada ou adquirindo um novo hábito saudável, como ler, estudar música, fazer tricô ou qualquer outra coisa que você goste.

 

5. Descubra seus gatilhos e fuja deles

O quinto e último ponto é um dos mais importantes e que eu, por exemplo, sempre enfatizo para quem está querendo mudar. Difícil é mudar o ambiente que tem fortes gatilhos em nós, pois nem sempre podemos mudá-los completamente, mas faça o que estiver ao seu alcance.

 

Se o gatilho é o momento em que você está com amigos que te incentivam a beber até perder a consciência, não saia mais com eles; se ficar sozinho em casa te faz pecar contra o seu corpo, vendo pornografia ou se masturbando, evite ter momentos longos a sós e procure atividades fora de casa; se você não larga o celular para nada, passe a limitar o horário de você pode usá-lo e não leve para o banheiro ou para o seu quarto.

 

Reflita: se o seu estilo de vida hoje está contribuindo para esse vício, como é que você pode mudar? Eu fui drástica para me livrar dos vícios. Vendi meu celular e fiquei quase 2 anos sem ter outro aparelho eletrônico para mim. E acessava a internet do computador, quando precisava fazer alguma coisa. 

 

Uma das coisas que eu evito hoje, por exemplo, porque eu sei que eu tenho uma tendência para esse vício de ficar com o negócio na mão, é não levar o celular para o quarto e, se por algum motivo levo, deixo numa cômoda longe da minha cama.

 

E você, o que precisa mudar para se livrar dos vícios e ter uma vida mais saudável, feliz e ativa?

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