O poder das palavras: aprenda a conduzir um diálogo

Se você é cristã, já deve ter ouvido uma música que diz: “a boca fala aquilo que o coração está cheio, a boca fala aquilo que o coração está cheio, está cheio de amor, Ô Ô, está cheio de amor, Ô Ô Ô…”. Parece simples e coisa de criança, mas é a mais pura verdade. 

O poder das palavras é mais forte e impactante em nossas vidas do que podemos pensar. Por isso, conduzir um diálogo de forma saudável é essencial, mas, vamos falar a verdade, nem sempre é fácil.

 

As palavras têm poder de vida e de morte

Nós já falamos sobre esse assunto algumas vezes, tanto aqui no blog quanto no YouTube. O poder das palavras é mais sério do que pensamos. 

 

Não à toa, as Escrituras Sagradas deixam isso bem claro para nós, como em Provérbios 21:23 – “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” – e Mateus 12:33-34 – “Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras,como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.”

 

O impacto das palavras em nossa vida

O pesquisador japonês, Masaru Emoto, tem um experimento muito famoso sobre o impacto das palavras. Ele não é da área acadêmica e não segue esses rigores a fundo, porém tem uma contribuição interessante para nós, e não deixa de ser invalidado por isso.

 

O objetivo dele foi justamente compreender o poder das palavras. Para isso, realizou uma pesquisa com a água. Ele a deixou exposta, por um determinado período de tempo, ao som que ele desejava. 

 

Cada hora era uma coisa. Música clássica, Rock and Roll, voz narrada, poesia e por aí vai. Depois disso, cada recipiente era congelado e, após um tempo, o líquido era observado num microscópio para ver a sua forma por meio de fotografias.

 

O resultado trouxe à tona o seguinte: a beleza da água tem a ver com o impacto de cada som sobre ela ou, em nosso caso, de cada palavra. Quanto mais positivo, otimista e agradável era o som, melhor e mais bonitos eram os traços e as formas das partículas de água congeladas. Algumas formavam até desenhos. 

 

Por outro lado, os conteúdos expostos a coisas negativas, como xingamentos, sons agressivos e discurso de ódio, os desenhos congelados eram totalmente deformados e feios.

 

Gosto muito desse pesquisador e, inclusive, ele tem um livro e um documentário em que explica todos os detalhes dessa pesquisa e as consequências das palavras ruins em nossas vidas.

 

A essa altura do texto, provavelmente, você já está fazendo uma análise completa de sua vida, pensando em como trata o seu marido, os seus filhos, a sua família, as pessoas que trabalham com você e, claro, não podemos nos esquecer, você mesma. Acertei?

 

Como conduzir o diálogo assertivo?

Se eu acertei e você chegou até o meio deste texto, é porque está buscando estratégias melhores para dialogar com as pessoas ao seu redor. Então, vamos direto ao assunto!

 

1. Analise as palavras que você usa diariamente

Nesta primeira dica vamos fazer uma dinâmica juntas. Separe um tempo em que possa sentar com tranquilidade e pensar com calma, a hora que for melhor para você, e faça uma lista de todas as palavras que você utiliza em sua rotina. Se puder fazer isso todos os dias por uma semana, melhor ainda, assim terá uma média boa do que tem saído com mais frequência de sua boca. São palavras boas, positivas e otimistas ou as expressões negativas estão ganhando de lavada?

 

Depois disso, separe uns minutos para observar cada uma das anotações e pensar em solução para resolver todas de maneira prática. Por exemplo, suponhamos que você anotou que o seu marido não ajuda em nada e que seus filhos não arrumam nem o próprio quarto deles, então, qual será a sua estratégia para abrir o diálogo com eles e informar como se sente e como, juntos, podem melhorar.

2. Foque numa comunicação não violenta

Eu sou adepta da comunicação não violenta, que é uma forma de se expressar com foco em como você se sente, o que o outro faz que a deixa sentindo-se de determinada forma e o que você precisa do outro. É uma forma de conduzir o diálogo de maneira objetiva, assertiva. Nada de gritos, xingamentos ou ofensas.

 

Então, foque em falar com as pessoas de uma maneira que não seja violenta ou agressiva. Falar de maneira mansa e objetiva aumenta as chances das pessoas não te enxergarem como inimigo, mas como alguém deseja conversar, oferecer compreensão e resolver o problema em consenso com ambas as partes. Isso faz com que os outros sintam-se respeitados e importantes, assim como você também se sentirá melhor.

 

3. Deixe o passado para trás

Esse tópico tem outro exercício importante: relembre e, se ajudar, anote situações que passou na infância e como as palavras eram direcionadas a você, seja na escola, na família, na igreja ou nos ambientes em que circulava com frequência. A linguagem não verbal também se encaixa aqui. As palavras que você ouvia eram de carinho, amor e acolhedoras? Ou você se sentia desprezada, rejeitada e desprotegida?

 

Independente do que você passou na infância, entenda que o passado deve ficar para trás. As situações que viveu servem de experiência e aprendizado, mas não podem ser uma âncora que te puxam o tempo inteiro para baixo. 

 

Mas há um segredo valioso aqui: você não precisa agir da mesma forma que a tratavam quando era criança! Abra o diálogo dentro de si mesma e para àqueles que convivem com você!

 

4. Pense antes de falar

Depois de toda essa nossa conversa, vemos como é importante reconhecer o poder das palavras. Seja cuidadosa e pense antes de falar!

 

Sendo assim, tudo o que falamos tem impacto em nossas vidas e consequências. Por esse motivo, precisamos pensar duas vezes (ou mais quantas forem necessárias), antes de usar qualquer palavra, principalmente se for direcionada para a nossa família, aqueles a quem tanto amamos e queremos bem.

 

Quando pensar em falar qualquer besteira ou notar que a raiva está tomando conta de você e atrapalhando o diálogo com as pessoas, lembre de Provérbios 18:21 – “A morte e a vida estão no poder da língua” – e de Efésios 4:29 – “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.”

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